Deve
a transgenia eliminar da mesa e das lavouras as plantas e os alimentos
tradicionais? Em torno dessa questão se acendeu um caloroso
debate na Europa. O acordo de coalizão do governo alemão
promete o apoio à transgenia de acordo com os interesses
da indústria química. Os consumidores, ao contrário,
recusam a “comida de laboratório” e também
os agricultores reagem desesperadamente. Nos EUA, no Canadá
e na Argentina já há dez anos sementes transgênicas
patenteadas foram utilizadas para cultivo em extensas áreas.
Ali, tanto os riscos ecológicos e à saúde podem
ser pesquisados como as falsas promessas da indústria química.
O uso de agrotóxicos aumentou, a produtividade diminuiu e
a coexistência entre cultivos transgênicos e não
transgênicos é impossível. As plantas transgênicas
se expandem de forma descontrolada. Como se isso não bastasse:
de acordo com um relatório dos EUA a poderosa indústria
de sementes Monsanto parece não se intimidar com nada. Corrupção,
pressões, denúncias, investigações,
falsificação de contratos e de estudos científicos,
bem como a eliminação de pequenos agricultores do
processo produtivo integram o arsenal do seu império econômico.
Para essas ações a Monsanto emprega, somente em seu
departamento jurídico, 75 advogados, que contam com um orçamento
anual de 10 milhões de dólares.
O conteúdo do livro:
• A não esclarecida morte de 70 vacas leiteiras após
terem sido tratadas por um longo período com milho trangênico.
• O quanto é confiável a pesquisa encomendada
a biólogos moleculares?
• Qual é a influência de lobistas sobre a liberação
de plantas transgênicas realizada em Bruxelas e Berlim?
• Semente transgênica não rotulada em programas
de combate à fome.
• A eliminação de pequenos agricultores nos
EUA e a crescente resistência.
• Monsanto: com 75 advogados e um orçamento de 10 milhões
de dólares contra os agricultores
• Substâncias alérgicas na soja.
• Alimentos transgênicos e seus efeitos.
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