No
dia 18 de Setembro, o Prof. Antônio Inácio Andrioli
proferiu uma palestra sobre o tema “Agricultura Familiar
e a Sustentabilidade Ambiental”. Esta atividade fez parte
dos Ciclos de Estudos, organizado pela Incubadora de Economia
Solidária e Desenvolvimento Regional Sustentável,
da Unijuí. Os Ciclos de Estudos constituem espaços
de apresentação e discussão a respeito de
temas de pesquisa que se relacionam com a Economia Solidária,
pelos mais variados aspectos: seja pela organização,
pela sustentabilidade, pelo meio ambiente, auto-gestão
a ainda visa a colaboração entre os integrantes.

A agricultura familiar por si só certamente é um
dos temas mais atuais hoje, porque estamos falando daqueles agricultores
que com o seu próprio trabalho produzem alimentos. Na agricultura
familiar é o próprio trabalho da família
que é responsável pela geração de
valor, diferente da agricultura patronal onde nós temos
uma relação típica de exploração
de trabalho alheio, de empregados ou trabalhadores assalariados.
Nessa lógica, a agricultura familiar é responsável
pela maior parte da produção de alimentos. Isso
se deve também por sua característica de integrar
a produção e consumo. Um agricultor familiar, ao
mesmo tempo em que produz, também consome parte de sua
produção. Essa produção, poderíamos
logo acrescentar, certamente será de mais qualidade porque
ele mesmo estará usufruindo desse tipo de alimento e, necessariamente
para conseguir fazer com que o trabalho da família possa
ser empregado ou possa gerar valor durante o ano inteiro ele também
vem ocupando-se com várias atividades.
Temos então, na agricultura ecológica, junto com
a agricultura familiar, a forma mais avançada de tecnologia
que pode ser oferecida como alternativa. Se juntamente com isso,
for possível agregar mais valor a essa produção,
industrializando-a e colocando-a no mercado de uma forma diferenciada,
também articulando a relação com o consumidor,
certamente nós teríamos uma produção
de alimentos mais saudável, produzida para o mercado local,
onde os pequenos agricultores (agricultores familiares) estariam
sendo favorecidos em função da melhoria de sua qualidade
de vida e oferecendo também produtos para além de
suas necessidades. Aliado a isso, surge a possibilidade de gerar
todo um mercado regional em condições de aproveitar
esse novo nível de qualidade de vida, no qual a agricultura
familiar se insere de forma destacada.